Um curta: Mamãe

Curta-metragem espanhol de terror:

 

A1:Mama from Sebastian Sarraute on Vimeo.

 

Ano de 2010 acabou. Segue minha pequena lista de filmes. Pequena, mas valiosa. Assisti muita coisa boa...

Melhores filmes do cinema:

 

1. A Origem (*)(*)(*)(*)(*)

2. Tropa de Elite 2 (*)(*)(*)(*)(*)

3. Toy Story 3 (*)(*)(*)(*)(*)

4. Abutres (*)(*)(*)(*)(*)

5. A Árvore (*)(*)(*)(*)(*)

6.Bastardos Inglórios (*)(*)(*)(*)(*)

7. A Camareira do Titanic (*)(*)(*)(*)(*)

8. Senna (*)(*)(*)(*)(*)

9. O Garoto de Liverpool (*)(*)(*)(*)(*)

10. O Golpista do Ano (*)(*)(*)(*)(*)

11. Trabalho Sujo (*)(*)(*)(*)(*)

12. Tudo Pode Dar Certo (*)(*)(*)(*)(*)

13. Sherlock Holmes (*)(*)(*)(*)(*)

14. O Concerto (*)(*)(*)(*)

15. Broadway Danny Rose (*)(*)(*)(*)

16. Homem de Ferro 2 (*)(*)(*)(*)

17. Felicidade (*)(*)(*)(*)

18. Salt (*)(*)(*)

19. Tron: O Legado (*)(*)(*)

20. Chuva de Verão (*)(*)

21. Príncipe da Pérsia (*)(*)

22. Alice No País das Maravilhas (*)(*)

 

 

todos os filmes de 2010:

 

A Árvore (*)(*)(*)(*)(*)

A Camareira do Titanic (*)(*)(*)(*)(*)

A Guerra do Fogo (*)(*)(*)(*)(*)

A Máscara do Zorro (*)(*)

A Origem (*)(*)(*)(*)(*)

Alice No País das Maravilhas (*)(*)

Asterix e os Vikings (*)(*)(*)

Bastardos Inglórios (*)(*)(*)(*)(*)

Broadway Danny Rose (*)(*)(*)(*)

Carros (*)(*)(*)(*)

Chuva de Verão (*)(*)

Crepúsculo (*)

De Volta Para o Futuro (*)(*)(*)(*)(*)

Felicidade (*)(*)(*)(*)

Homem de Ferro 2 (*)(*)(*)(*)

Monstros SA (*)(*)(*)(*)(*)

Monthy Python: Em Busca do Cálice Sagrado (*)(*)(*)(*)(*)

Ninja Assassino (*)(*)(*)

O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (*)(*)(*)(*)(*)

O Garoto de Liverpool (*)(*)(*)(*)(*)

O Golpista do Ano (*)(*)(*)(*)(*)

O Poderoso Chefão (*)(*)(*)(*)(*)

Príncipe da Pérsia (*)(*)

Ricky Bobby - A Toda Velocidade (*)(*)(*)(*)(*)

Salt (*)(*)(*)

Saneamento Básico - O Filme (*)(*)(*)(*)(*)

Sempre ao Seu Lado (*)(*)

Senna (*)(*)(*)(*)(*)

Sherlock Holmes (*)(*)(*)(*)(*)

Sonho de Uma Noite de Verão (*)(*)(*)(*)

Todo POderoso (*)(*)(*)(*)

Toy Story 3 (*)(*)(*)(*)(*)

Trabalho Sujo (*)(*)(*)(*)(*)

Tropa de Elite 2 (*)(*)(*)(*)(*)

Trovão Tropical (*)(*)(*)(*)(*)

Tudo Pode Dar Certo (*)(*)(*)(*)(*)

Último Tango em Paris (*)(*)(*)(*)(*)

Vovó... Zona 2 (*)(*)

X-Men - O Confronto Final (*)(*)(*)(*)(*)


Bom 2011 a todos...

 

Um comentário: A Função do Cinema

Uma discussão importante e que gera longas e, porque não, divertidas trocas de argumentos é a função do cinema como arte-entretenimento. Afinal, o que é cinema de arte e o que é cinema-pipoca? Qual a função do cineasta? Ensinar, emocionar, entreter?

O cinema foi criado no final do século XIX pelos irmãos Lumiere, na França, apenas com a finalidade de registro de pequenas cenas, como uma criança brincando com uma bola, uma senhora tomando chá, etc. Mas, os mecanismos do nosso cérebro são altamente intuitivos, levando o espectador esperar daquelas imagens uma história. Pronto, o cinema de arte estava criado.

Com o passar do tempo, tivemos guerras (quentes, mornas e frias), revoluções, crises  econômicas, gênios, ditadores, fúrias da natureza... Acontecimentos registrados e mostrados ao mundo todo, como uma linguagem única, assim como qualquer uma das seis outras artes (só pra sanar a curiosidade: artes plásticas bidimensionais, artes plásticas tridimensionais, música, dança, literatura e teatro). Isso fortaleceu o cinema durante todo o século, transformando-o, não só em uma obra de um grupo de artistas, mas em uma ferramenta registradora da história e uma poderosíssima arma de manipulação.

Aí, chegamos ao ano de 1977. George Lucas mostra que é possível fazer um cinema artístico e, ao mesmo tempo, gerar lucro. Star Wars – Uma Nova Esperança é lançado mundialmente, acompanhado de todo o tipo de souvenires. O filme arrecadou milhões de dólares apenas pelo uso da marca.

Nenhum problema com Star Wars. O caso é que, a partir dele, a opção dos estúdios pelo entretenimento lucrativo foi muito maior, gerando uma década inteira de produções de baixíssima qualidade, astros e estrelas que apareceram com a mesma rapidez que sumiram e uma percentagem enorme de produções que foram, simplesmente, esquecidas.

A década de 80 e sua discutível produção de consumo trouxeram reflexos na cultura mundial na década seguinte. Um questionamento e uma separação em subgêneros que não deveria existir. É apavorante quando alguém chega e diz que “certos filmes são feitos apenas para divertir”. Isso não é verdade e traz uma outra constatação: “A arte não pode ser divertida?”.

Quando dividimos o cinema nos subgêneros filme-arte e filme-pipoca, damos aval para os estúdios (principalmente hollywoodianos) conduzirem o comércio de forma a não se importarem com a qualidade do seu produto final e isso gera uma produção burra e que, se não for seriamente discutida com o espectador, formará um ciclo de mesmice e mediocridade.

É preciso que o espectador seja mais crítico. Quando compramos um ingresso, temos que raciocinar como clientes que contrataram um serviço e desejam muito mais que dar algumas gargalhadas. Um bom filme marca sua vida. E é esse cinema que desejamos. Um cinema em que, não tenha apenas a função de entreter, mas de agregar valores, sentimentos, pensamentos. Que faça você se transportar para dentro daquela realidade, que você acorde no dia seguinte como um ser humano mais digno, mais participativo da sociedade. Essa é a função do cinema.

Isso era pra ser apenas a introdução da crítica de “Alice”. Mas me empolguei.... =D

A Máscara do Zorro

 

Pelo menos, nesse filme, Catherine Zeta-Jones lembrou-me muito o desempenho de Megan Fox em Transformers: Inexpressiva, com a boca meio aberta, quase suplicando um sexo oral. Um roteiro que não tem medo de ser ridículo ao deixar claro nos 15 primeiros minutos do primeiro ato tudo o que viria acontecer no restante da filmagem, além de sabotar o desempenho de Banderas e Hopkins com dialogos grosseiros. Mas, vale a diversão? Sim, claro. É só apertar o "mute" do seu controle remoto e divertir-se com as bem coreografadas lutas de espada e os decotes da Catherine....

Aliás, vale ressaltar que a Esposa de Michael Douglas (ainda é?) está na minha lista das mulheres que eu casaria fácil, encabeçada, obviamente, por Paola Oliveira...

Classificação:

Um Comentário: Monty Python - Em Busca do Cálice Sagrado

Considerada pela crítica "a maior comédia de todos os tempos" (confesso que ainda sou fã de "A Vida de Brian", da mesma trupe), somos apresentados a uma versão extremamente engraçada da lenda inglesa dos cavaleiros da Távola Redonda. Humor ingles de extremo bom gosto (ou mal, depende de como você olha) que nos faz rir dos créditos iniciais ao fim da projeção. Fazia tempo que meu estômago não doía de tanto rir. Também, assistir Adam Sandler e Rob Schneider todo ano, só por Deus....

Classificação:

Uma crítica: Bastardos Inglórios

Classificação:

Três coisas importantes, a saber, sobre Tarantino:

1 – O equilíbrio perfeito entre o sutil e o agressivo.

2 – É amante imponderável da sétima arte.

3 –  Um cinema sem regras (salvo apenas as que ele mesmo propõe).

Dito isso, é fácil compreender sua cinegrafia e liberdade em escrever diálogos afiadíssimos, dirigir e montar seus filmes.

Em Bastardos inglórios (que, ele não economiza no quesito “minha obra prima”), seus maneirismos nos perseguem, fazendo com que saibamos que estamos dentro do mundo Tarantinesco o tempo todo.

Porém, o diretor que se consagrou com o brilhante Pulp Fiction adota menos essas assinaturas. (a montagem sem uma linha lógica temporal, as fotografias que se diferem do branco e preto ao gritante granulado, por exemplo) deixando o espectador mergulhar no seu mundo de forma natural.

Neste mundo, somos apresentados a Aldo Raine (Brad Pitt), tenente do exército americano responsável em reunir um pelotão de soldados de origem judaica com o intuito de formar uma força suicida e matar de forma violenta o maior número de Alemães possíveis. Os chamados “Inglorious Basterds” (com “e” mesmo). Paralelo a isso, conhecemos a judia Shosanna Dreyfuss (Mélanie Laurent), que, alguns anos antes, perde a família em uma repressão da SS para encontrar judeus, liderada pelo Coronel Hanz Landa (Christoph Waltz). Com a premiere (forçada) de um filme Nazista que acontecerá em seu cinema, em Paris, a mulher vê a chance de vingar-se daqueles que a desgraçaram.

Seguindo uma linha mais racional de montagem, deixando suas aventuras na sala de edição apenas para alguns flashbacks de cortes rápidos, Tarantino faz seu roteiro fluir de forma que acompanhemos as duas histórias e que saibamos, com precisão, que as mesmas acontecem juntas, até, enfim, se encontrarem no 3º ato (“encontrarem” é modo de dizer, pois, em momento algum, os bastardos e a menina judia se vêem.)

 Conforme citado no começo do texto, o roteiro comporta o sutil (a primeira cena entre o fazendeiro e o Cel. Landa, num diálogo amedrontador ao mesmo tempo tranquilo estabelecido pela fantástica atuação de Waltz) e o agressivo (a mesma cena, alguns minutos adiante). O filme não perde tempo em surpreender de todas as formas possíveis, fazendo-nos ficar presos durante todo tempo esperando uma frase e/ou uma atitude violenta ou singela por parte de Aldo ou do próprio Landa.

Contando com a ajuda novos e velhos colaboradores, Tarantino escala um elenco preciso. Pitt constrói seu Tenente com um ar de inconseqüência e sarcasmo. O sorriso no canto da boca e o sotaque forte do Tennessee facilitam essa visão. Laurent mostra-se uma mulher forte, ao mesmo tempo em que sua fragilidade diante do poder nazista é evidente. Enquanto o Christoph Waltz faz o Cel. Landa um homem firme e precisamente controlado, que faz o espectador temê-lo apenas de ouvir sua voz.

Aliás, é importante ressaltar o encontro dos dois primeiro com esse Coronel da SS. Enquanto a conversa  com  Shosanna nos deixa tensos (a reação do público ao “copo de leite” é de aflição, como se, num filme de terror, o espectador pedisse, em vão, para a mocinha não subir a escada) a troca de diálogos com Aldo consegue o oposto, deixando o espectador extremamente empolgado.

Tarantino também faz uma direção utilizando de recursos nostálgicos (a abertura em fundo preto com uma trilha que lembra muito produções italianas setentistas, talvez um próprio “Inglorious Bastards” feito naquela década) e abusando de pequenos efeitos para mostrar bombas nos tornozelos dos terroristas e setas manuscritas na película indicando alguém importante. Nada que seja “permitido” numa linguagem cinematográfica atual, mas coerente com o estilo do diretor.

Bastardos Inglórios pode não ser a “obra prima” dita pelo seu criador, mas figura facilmente entre as três melhores. É muito bom ver em plena forma um cineasta que não tem medo de divertir e, como em todas as referências que coloca em seus filmes, homenagear uma arte que ainda engatinhas, mas que já domina a preferência de uma geração sedenta de cultura.

 

 

Um Comentário: Ricky Bobby - A Toda Velocidade

O filme, na época do lançamento, foi misteriosamente distribuido direto em DVD. O que, pra mim, não faz sentido algum. Uma comédia inteligente, imprevisível, que foge de convenções e clichês de qualquer tipo. Vale Ressaltar as atuação do protagonista Will Ferrel e do excelente Sasha Baron Cohen, que nos tras um corredor de formula 1 extremamente engraçado apenas com peculiaridades.

Classificação:

 

Que vergooooooooonha. Que vergooooooooooooooooooooooooooooooooooonha...

 

34 filmes! Meros 34 filmes. Claro que isso tem uma explicação: Felizmente, tenho me ocupado com outros afazeres, como a faculdade e o teatro, e essas coisas acabam tomando um precioso tempo.

Mas enfim, esse ano eu pretendo ser mais presente, até porque algumas pessoas estão pedindo mais criticas e mais posts. Vamos reiniciar os trabalhos....

 

Melhores filmes vistos no cinema em 2009:


1 - Batman - O Cavaleiro das Trevas: The IMAX Experience (*)(*)(*)(*)(*)
2 - Che - O Argentino (*)(*)(*)(*)(*)
3 - Inimigos Públicos (*)(*)(*)(*)(*)
4 - Watchmen - O Filme (*)(*)(*)(*)(*)
5 - Avatar (*)(*)(*)(*)
6 - Anjos e Demônios (*)(*)(*)(*)
7 - Mulher Invisível (*)(*)(*)(*)
8 - Sete Vidas (*)(*)(*)(*)
9 - O Curioso Caso de Benjamin Button (*)(*)(*)
10 - X-Men Origens - Wolverine (*)(*)(*)
11 - Transformers - A Vngança dos Derrotados (*)(*)
12 - A Era do Gelo 3 (*)(*)
13 - 2012 (*)
14 - Ouro Negro (*)

Todos os filmes (em ordem alfabética)

13º Distrito (*)(*)(*)(*)
2012 (*)
A Era do Gelo 3 (*)(*)
À Espera de um Milagre (*)(*)(*)(*)(*)
A Hora do Rush 3 (*)(*)
A Proposta (*)(*)
Alladin (*)(*)(*)(*)(*)
Alvin e os Esquilos (*)(*)(*)(*)
Anjos e Demônios (*)(*)(*)(*)
Asterix nos Jogos Olímpicos (*)(*)
Avatar (*)(*)(*)(*)
Batman - O Cavaleiro das Trevas: The IMAX Experience (*)(*)(*)(*)(*)
Che - O Argentino (*)(*)(*)(*)(*)
Dança com Lobos (*)(*)(*)(*)(*)
Home - Nosso Planeta, Nossa Casa (*)(*)(*)
Inimigos Públicos (*)(*)(*)(*)(*)
Mulher Invisível (*)(*)(*)(*)
O Amor é Cego (*)(*)
O Curioso Caso de Benjamin Button (*)(*)(*)
O Diabo Veste Prada (*)(*)(*)
O Poderoso Chefão - Parte II (*)(*)(*)(*)(*)
O Poderoso Chefão - Parte III (*)(*)(*)(*)(*)
O Poderoso Chefão (*)(*)(*)(*)(*)
O Primeiro Milhão (*)(*)(*)(*)(*)
O Silêncio dos Inocentes (*)(*)(*)(*)(*)
Ouro Negro (*)
Pulp Fiction - Tempo de Violência (*)(*)(*)(*)(*)
Se Eu Fosse Você (*)(*)
Sete Vidas (*)(*)(*)(*)
Transformers - A Vngança dos Derrotados (*)(*)
Wall-E (*)(*)(*)(*)(*)
Watchmen - O Filme (*)(*)(*)(*)(*)
X-Men Origens - Wolverine (*)(*)(*)
Zeitgest (*)(*)(*)

Bom 2010 a todos!!!!!!!!

Uma Crítica: Transformers - A Vingança dos Derrotados

Classificação:

 

Há algum tempo, o diretor Francis Ford Coppola deu algumas declarações questionando a finalidade de se produzir continuações de filmes, já que o elenco, o universo e a estória em si são mostrados no primeiro título sem que haja a necessidade de se trazer isso à tona novamente.

 

Até por causa do seu “O Poderoso Chefão”, não consigo concordar. As trilogias são SIM muito importantes para mostrar um personagem em situações locais e comportamentos diferentes ou simplesmente revisitá-los. Talvez uma forma de eternizá-los em seu mundo e/ou dimensionar a história em tamanhos épicos (Piratas do Caribe, por exemplo). 

 

Porém, assistindo o grotesco Transformers – A vingança dos Derrotados, consigo compreender bem o argumento de Coppola, já que um filme onde colocamos certos personagens em situações completamente iguais apenas mudando e/ou criando razões absurdas para se ter um conflito não tem a menor necessidade de existir.

 

Depois dos eventos do primeiro filme, Autobots e o Exercito Americano (!) se unem para acabar com qualquer foco de ataque de Decepticons no planeta, formando a divisão chamada NEST. Paralelo a isso, o jovem Sam (Shia LaBeouf) se prepara para ir à universidade quando descobre que um pedaço do cubo ficou preso em sua roupa (!), trazendo para o cérebro do menino as milenares informações e símbolos estranhos que apareceram durante várias eras pelo planeta. Por causa disso, o menino começa a ser perseguido novamente pelos Decepticons, que ressuscitam o terrível (eu disse, terrível??) Megatron. O robô alienígena agora aceita ordens de um senhor maior, chamado Fallen, que tem o objetivo de ativar uma máquina que, olha só isso, extingue o sol e absorve sua energia (!). E mais, o equipamento está dentro de uma das pirâmides de Gizé.

 

Trazendo um pouco menos de humor que o primeiro e colocando no lugar explosões e mais explosões (alias, acho que o filme se resume a bummmmmmmmmmmmmmmmm), Michael Bay mostra novamente que não é capaz de prender seu público pela história que conta, mas sim pela quantidade de cores, “coisinhas” se mexendo magicamente na tela, e estrondos de todos os tipos. Sua direção é precária, pois não consegue estabelecer em momento algum da trama uma verdadeira identificação com os personagens ou com qualquer outro elemento robótico (em certo momento, Sam dispensa a proteção de Bumblebee, apenas para vermos o robô chorar. Isso mesmo, robô chorar!!!)

 

Com um roteiro precário que nos mostra diversos pontos da trama de forma explícita (Em certa altura, Fallen solta o velho clichê do Vilão que entrega o plano pro mocinho quando este está em situação polêmica), os roteiristas Roberto Orci e Ehren Kruger não conseguem nem ao menos montar um argumento convincente para a existência de transformers na terra desde o começo dos tempos, já que ignora todos os princípios colocados no primeiro filme. Peca também em colocar novamente gag’s desnecessárias como a “mãe que anuncia que o filho não é mais virgem”, “a mulher da língua” e o pequeno robozinho que “transa” com a perna de Mikaela. Para dar mais graça, criam alguns personagens novos de carne e osso (o colega de quarto covarde e nerd de Sam) e de ferro (os robôs-irmãos que brigam mas se amam). 

 

Repetindo a boa atuação do primeiro filme, Shia consegue expor um Sam mais maduro, ciente das responsabilidades que tem. Em contrapartida, Megan Fox surge novamente inexpressiva, utilizando abundantemente da sensualidade e da boca semi aberta, praticamente insunuando um sexo oral com o espectador, o que a torna completamente desequilibrada em relação ao seu parceiro de cena.

 

A trilha sonora é praticamente nula, abafada pela alta quantidade de explosões, também características do primeiro filme.

 

Felizmente, Bay consegue consertar um grande problema que teve no primeiro filme. Com os efeitos especiais formidáveis, agora é possível ver realmente uma briga de robôs (no primeiro filme, víamos apenas flashes de quem estava brigando com quem), criando monstros realistas e explosões visualmente perfeitas.

 

Mas, como um filme não se sustenta (e nem deve) apenas com sua equipe de efeitos especiais, digamos que transformers é como uma bela mulher desconhecida que passa na sua frente: você admira, mas depois de 5 minutos a esquece....

 

Foi mais ou menos assim que me senti depois de sair do cinema... 

 

Obs: Michael Bay continua com seu marketing pessoal, introduzindo agora um pôster de Bad Boys 2 em um das cenas. Lastimável.

 

 

Uma Crítica: O Curioso Caso de Benjamin Button

Classificação:

Uma senhora defenestra suas memórias em relação a um amor do passado, com quem viveu um tórrido e passageiro romance que culmina na separação inevitável.

 

Não. A mulher não se chama Rose e não estamos a bordo de um navio que se choca com um Iceberg. Estamos falando do novíssimo queridinho da academia “O Curioso Caso de Benjamin Button”.

 

Curioso mesmo é saber o porquê de tantas referências ao grandioso Titanic de James Cameron. Apesar de um argumento ótimo, o roteirista Eric Roth não consegue sustentar sua história sem colocar em algum momento da narrativa algo que nos leve para a produção de 1995.

 

Nascido no dia em que é assinado o fim da primeira guerra mundial, Benjamin (Pitt) é uma criança fadada a ser um monstro. O menino nasce com a aparência e sintomas de um velho em estado terminal de vida. Levado pelo pai para ser criado por uma jovem em um asilo de velhinhos, ele cresce como se fosse um deles, mesmo com a mente de uma criança de sete anos. Essa idade é quando ele conhece a jovem Daisy (Blanchet) com quem descobre o amor e a incapacidade de ter um relacionamento nas suas condições. Com o tempo, Benjamin rejuvenesce e a moça se torna uma bela mulher, até que, em idades aparentemente compatíveis, os dois se entregam a paixão.

 

Essa pequena sinopse infelizmente esconde falhas difíceis do roteiro. Aliás, arrisco dizer que Cate Blanchet não é ruiva por acaso, existe uma ligação forte com a Rose vivida por Kate Winslet (até as atrizes se chamam Kate...). Tanto na personalidade de mulher decidida quanto na forma com que se relaciona com seu par.

 

O roteirista ainda coloca uma pérola imperdoável quando a filha de Daisy se impressiona com as fotos da mãe dançarina dizendo que não sabia dessa parte da vida de sua mãe, sendo que no fim do segundo ato a versão jovem da menina se encontra com a mãe em sua própria escola de dança.

 

O diretor David Fincher, por sua vez, não foi tão mal. Fora do ambiente em que alcançou o status de grande diretor com seus inteligentes filmes Se7en, Clube da Luta e Zodíaco, faz um bom trabalho levando o precário roteiro ao status de bom filme. Mas acho que o mesmo também viu as intenções em plagiar o filme de Cameron e acabou levando três pequenas cenas que nos remetem a ele: Quando mostra um grande navio na diagonal muito parecido com o próprio Titanic, quando faz um pequeno plano debaixo d’água com alguns corpos flutuando e quando mostra uma sala sendo invadida pela água. A narração intercalada da filha de Daisy com a de Benjamin também foi uma ótima idéia, mas que se repetiu demais.

 

Cate e Pitt possuem uma ótima química, transformando seus difíceis personagens em pessoas extremamente próximas a realidade. Dando vozes e olhares diferentes a cada fase da vida.

 

Os efeitos são bem eficazes e deram uma beleza o filme que dificilmente encontraríamos numa maquiagem tradicional. Ver Pitt como um velho de pernas atrofiadas, cabelos grisalhos e manchas de velhice pela cabeça é uma das grandes sacadas da película. atrofiadas, cabelos grisaklhos e manchas de velhice pela cabeça  ele tambem.lube da Luta e Zod

 

A belíssima fotografia amarelada é outro fator que nos leva ao navio gigante. Mas neste caso funcionou maravilhosamente, realçando rugas e deixando a fantástica maquiagem à tona mostrando e pontuando cada fase da vida dos dois personagens para o espectador.

 

Benjamin Button está longe de ser um filme de ponta e longe de merecer tirar a vaga do Oscar de filmes como Batman e Wall-E. A política venceu novamente na academia, então é bem provável que ele leve umas estatuetas.

 

 

 

Fim de Ano, hora de limpar a minha lista de filmes do Orkut e compilar uma nova.

A primeira é o ranking dos melhores filmes conferidos no CINEMA:

1 Batman - O Cavaleiro das Trevas (*)(*)(*)(*)(*)
2 Ensaio Sobre a Cegueira (*)(*)(*)(*)(*)
3 Wall-E (*)(*)(*)(*)(*)
4 Onde Os Fracos Não Têm Vez (*)(*)(*)(*)(*)
5 Marley & Eu (*)(*)(*)(*)(*)
6 Queime Depois de Ler (*)(*)(*)(*)(*)
7 Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (*)(*)(*)(*)(*)
8 Juno (*)(*)(*)(*)(*)
9 Não Estou Lá (*)(*)(*)(*)(*)
10 Homem de Ferro (*)(*)(*)(*)
11 Última parada 174 (*)(*)(*)(*)
12 Horton e o Mundo dos Quem (*)(*)(*)(*)
13 Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (*)(*)(*)(*)
14 Speed Racer (*)(*)(*)(*)
15 007 - Quantum of Solace (*)(*)(*)
16 Hancock (*)(*)(*)
17 As Crônicas de Nárnia - Príncipe Cáspian (*)(*)(*)
18 Entre Lençóis (*)(*)(*)
19 Quebrando a Banca (*)(*)(*)
20 No Vale das Sombras (*)(*)(*)
21 Madagascar 2 (*)(*)(*)
22 Vestida para casar (*)(*)
23 O Olho do Mal (*)(*)
24 Kung-fu Panda (*)(*)
25 A Múmia - A Tumba do Imperador Dragão (*)(*)
26 A Casa das Coelhinhas (*)(*)
27 Imagens do Além (*)

 


E seguem todos os 83 filmes assistidos esse ano (menos que ano passado, uma tragédia...):

007 - Quantum of Solace (*)(*)(*)
A Casa das Coelhinhas (*)(*)
A Herança de Mr. Deeds (*)(*)
A Múmia - A Tumba do Imperador Dragão (*)(*)
A Supremacia Bourne (*)(*)(*)(*)(*)
A Vida é Um Sopro (*)(*)(*)(*)(*)
A Volta do Todo Poderoso (*)(*)(*)
As Crônicas de Nárnia - Príncipe Cáspian (*)(*)(*)
Asterix e a Grande Luta (*)(*)(*)
Asterix e Obelix: Missão Cleópatra (*)(*)(*)(*)
Babel (*)(*)(*)(*)(*)
Batman - O Cavaleiro das Trevas (*)(*)(*)(*)(*)
Boa Noite e Boa Sorte (*)(*)(*)(*)(*)
Cães de Aluguel (*)(*)(*)(*)(*)
Casablanca (*)(*)(*)(*)(*)
Coração Valente (*)(*)(*)(*)(*)
Demolidor - Um Homem sem Medo (*)(*)(*)
Dogville (*)(*)(*)(*)(*)
Dragão - A História de Bruce Lee (*)(*)(*)
Dumbo (*)(*)(*)(*)(*)
Ensaio Sobre a Cegueira (*)(*)(*)(*)(*)
Entre Lençóis (*)(*)(*)
Equilibrium (*)(*)(*)
Escola de Rock (*)(*)(*)(*)
Eu, Robô (*)(*)(*)(*)
Fahrenhelt 11/9 (*)(*)(*)(*)(*)
Forrest Gump - o Contador de Histórias (*)(*)(*)(*)(*)
Garfield (*)(*)(*)
Hancock (*)(*)(*)
Hannibal (*)(*)(*)(*)
Hércules (*)(*)(*)(*)
Homem Aranha (*)(*)(*)(*)(*)
Homem de Ferro (*)(*)(*)(*)
Homem-Aranha 3 (*)(*)(*)
Horton e o Mundo dos Quem (*)(*)(*)(*)
Hulk (*)(*)(*)(*)
Imagens do Além (*)
Indiana Jones e a Ultima Cruzada (*)(*)(*)(*)(*)
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (*)(*)(*)(*)
Juno (*)(*)(*)(*)(*)
Karate Kid - A Hora da Verdade (*)(*)(*)(*)(*)
Kung-fu Panda (*)(*)
Lisbela e o Prisioneiro (*)(*)(*)(*)(*)
Madagascar 2 (*)(*)(*)
Marley & Eu (*)(*)(*)(*)(*)
Matadores de Aluguel (*)(*)(*)(*)
Matrix Reloaded (*)(*)(*)
Não Estou Lá (*)(*)(*)(*)(*)
No Vale das Sombras (*)(*)(*)
O Grande Truque (*)(*)(*)(*)(*)
O Homem que Copiava (*)(*)(*)(*)(*)
O Iluminado (*)(*)(*)(*)(*)
O Magnata (*)(*)(*)
O Olho do Mal (*)(*)
O Poderoso Chefão - Parte 2 (*)(*)(*)(*)(*)
O Poderoso Chefão (*)(*)(*)(*)(*)
O Sexto Sentido (*)(*)(*)
Onde Os Fracos Não Têm Vez (*)(*)(*)(*)(*)
Os Caça-Fantasmas II (*)(*)(*)(*)(*)
Os Incríveis (*)(*)(*)(*)(*)
Os Indomáveis (*)(*)(*)(*)(*)
Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra (*)(*)(*)(*)(*)
Piratas do Caribe - No Fim do Mundo (*)(*)(*)(*)(*)
Piratas do Caribe - O Baú da Morte (*)(*)(*)(*)(*)
Quebrando a Banca (*)(*)(*)
Queime Depois de Ler (*)(*)(*)(*)(*)
Rain Man (*)(*)(*)(*)(*)
Redentor (*)(*)(*)
Robin Hood (*)(*)(*)
Rocky - Um Lutador (*)(*)(*)(*)(*)
Seus Problemas Acabaram (*)(*)
Sociedade dos Poetas Mortos (*)(*)(*)(*)(*)
Speed Racer (*)(*)(*)(*)
Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (*)(*)(*)(*)(*)
Touro Indomável (*)(*)(*)(*)(*)
Turma da Mônica - Uma Aventura no Tempo (*)(*)(*)
Última parada 174 (*)(*)(*)(*)
Um Bom Ano (*)(*)(*)(*)
Um Maluco no Golf (*)(*)
Uma Mente Brilhante (*)(*)(*)(*)(*)
Uma Verdade Inconveniente (*)(*)(*)(*)(*)
Vestida para casar (*)(*)
Wall-E (*)(*)(*)(*)(*)
X-Men 2 (*)(*)(*)(*)(*)

O primeiro foi A Vingança de Mr. Deeds. Fechei o ano com Hulk. No cinema, Onde os Fracos Não tem vez abriu e fechou com Marley & Eu.

Um Bom 2009 a todos.

Uma Crítica: Última Parada 174

Classificação:

Depois de vários filmes-tragédia rodados nas favelas brasileiras, parece que a coisa começa a dar sinais de desgaste. Mesmo sendo produções onde as competentes direções de arte se revelam magistrais a cada lançamento, as histórias começam a ficar sem a mesma atração.

 

174 desce o morro mas não sai desse dilema. Trazendo os protagonistas mais pra perto da civilização “normal”, o filme ganha ares um pouco diferentes. Porém, vários outros elementos nos colocaram dentro da diegése tão conhecida.

 

O filme conta a história de Sandro (ou Ale). Garoto que, depois de perder a mãe e fugir da casa da tia, vai para as ruas da candelária no Rio. Sobrevivente da famosa chacina que aconteceu no local, o menino se vê ajudado por um grupo de voluntários e acaba conhecendo Marisa, mulher que acredita que ele seja seu filho. Paralelamente a isso, somos apresentados a ao verdadeiro Alessandro, filho da mulher. Criado por um traficante que o tirou recém nascido do colo da mãe, ele vira um criminoso sem escrúpulos que não vê problema em apertar o gatilho mesmo quando o alvo é inegavelmente indefeso. Depois dos dois garotos se encontrarem no centro de reabilitação de menores infratores, viram parceiros e começam a cometer vários furtos. Algumas brigas após, Sandro é expulso do barraco de seu amigo e vai procurar o auxilio de Marisa com quem consegue uma relação afetuosa de mãe e filho. Uma série de decepções, erros e lembranças passadas o levam a pegar o ônibus 174. O resto já sabemos.

 

Saindo da convencional fotografia amarelada muito comum em Cidade de Deus e Cidade dos Homens, a película aposta em cores frias para mostrar a solidão de cada personagem. Seja da mãe ou dos meninos. Os barracos claustrofóbicos e sujos são impressionantes. É importante também ressaltar o lar de Marisa que, mesmo mostrando que se trata de uma pessoa claramente humilde, consegue um toque de suavidade na arrumação do local. O que traz um contraste com o barraco de Alessandro: sujo e desarrumado.

 

O roteiro de Bráulio Mantovani, como sempre, é forte em seus diálogos, trazendo um impressionante realismo no uso das gírias e dos trejeitos dos personagens. Porém, perde pontos em denunciar, gratuitamente, uma prática de extorsão de dinheiro da igreja evangélica. Simplesmente não havia motivo para tal. Ressaltando também alguns momentos de exposição, como a insistência em mostrar quem é o verdadeiro filho de Marisa (sabemos isso desde o começo, mas por algum motivo ele acha que ainda não é o suficiente).

 

Infelizmente, o competente roteirista, também esquece um fato importante: a vítima. Trazendo o filme apenas para o foco de Sandro, tirou completamente a chance de sabermos da menina que, tragicamente morreu naquele dia. A menina fica menos de 30 segundos em cena, aparecendo morta e sem atenção, mostrando rapidamente.

 

O que tira pontos da direção de Bruno Barreto. Que, mesmo com o claro foco no seqüestrador, o diretor não faz um esforço para que a vítima ganhe um pouco mais de valor.

 

Os atores fazem um trabalho esplêndido. Resultado de um treinamento que foi extremamente eficaz em outras produções e que não cansa de nos apresentar a vários talentos. Michel de Souza traz um Sandro que, mesmo como um homem, traz um olhar infantil, que torna o personagem mais vulnerável. O Alessandro de Marcelo Junior, por sua vez, é destemido e sempre traz uma sensação de “algo irá acontecer” quando está em cena. A Marisa (Chris Viana) já não consegue o mesmo desempenho dos outros garotos, limitando-se a olhares maternos de expressividade conhecida.

 

Mesmo com o ótimo trabalho técnico, Última Parada 174 não convence o espectador sobre a usa importância. Acerta em não fazer do seqüestrador um herói, mas erra em não mostrar o que aconteceu realmente naquele trágico dia.

 

Obs: A referência ao documentário de José Padilha fica mais clara ao vermos um velho conhecido: O capitão do BOPE André Ramiro (Aqui chamado de Santos). Em uma espécie de Homenagem ao diretor que teve a coragem de mostrar, pela primeira vez, a vida de Sandro antes do seqüestro. Infelizmente a mesma nos remete para fora do filme e torna a homenagem dispensável também.

 

Uma Crítica: A Casa das Coelhinhas

Classificação:

Quando vi o pôster, por algum motivo passou pela minha cabeça que o filme me surpreenderia. Não sei o que me fez pensar isso. Talvez algum efeito subliminar. Enfim, entrei na sala do cinema e esperei para ver o que acontecia.

 

Não precisou de muito tempo pra tirar uma conclusão óbvia: tratava-se de mais uma comédia sem graça e sem razão para existir, fruto da imbecilidade hollywoodiana.

 

O filme conta a história de Shelley Dalton, uma coelhinha da playboy que é expulsa da mansão de “Huf” (Hugh Hufner, o dono da revista) depois que completa 27 anos (ou 59 anos de coelhinho). Sem lugar para ficar, ela acaba parando em uma zona universitária onde existem várias repúblicas de estudantes, uma delas é a ZETA, onde a moça torna-se diretora da organização e muda a vida das meninas “nerds” e feias que ali residiam.

 

Não há muito o que escrever. Com um fraquíssimo roteiro escrito por Karen McCullah Lutz cheio de gags sem graça, e clichês do gênero “a pessoa que vai mudar tudo em nossas vidas”, a história caminha sempre previsível. Sabemos que ela vai ser expulsa da mansão, não será aceita na universidade, as mocinhas feias vão ficar gostosas, as mocinhas da outra republica vão se revoltar com as novas gostosas... etc, etc, etc... O pior é que talvez saibamos tudo isso só assistir os primeiros 15 minutos de projeção. Seria mais simples se apenas o ligássemos a  Mudança de Hábito, Escola de Rock ou então Um tira no jardim de Infância (precisa de mais exemplos????).

 

Com uma trilha sonora recheadas de músicas jovens, parece que estamos assistindo um DVD do High School Musical para adolescentes com hormônios à flor da pele. Sem inovar nas músicas, obviamente as coreografias seguiram a mesma linha.

 

Infelizmente, o Carisma da protagonista Anna Farris não é suficiente para tornar o filme sequer apreciável. Os outros personagens estereotipados colocados à sua volta trazem uma artificialidade absurda: A “menina de lata” é colocada apenas para “homenagear” ou “destruir” uma cena do filme Forest Gump. A forte “mulher-viking” aparece apenas para fazer uma fala escatológica e sem razão alguma, a “Anãzinha” que está lá apenaspor que julgaram que seria engraçada uma anã, uma outra grávida que aparece apenas para dar o penúltimo suspiro de esperança no final do filme, uma tímida que fica escondida todo tempo e faz uma pequena ponta na virada do 3º ato, uma “revolucionária” que não aceita a loira na entidade e uma ruiva motivadora das outras integrantes e que se diz virgem apenas para se ter uma razão em fazer uma festa “Asteca”.

 

A direção de Fred Wolf pouco pode fazer para consertar o roteiro de McCullah. E o pouco que tinha de ser feito não foi. Acabou levando o filme de forma mecânica. Parece ter consultado um manual de “como fazer uma comédia hollywoodiana” e deixou as coisas apenas acontecerem.

 

Resumidamente, a casa das coelhinhas é mais um filme em que a publicidade se faz mais criativa e inovadora do que o produto final. Se continuar assim, os estúdios vão começar a responder na justiça por propaganda enganosa. Talvez seja bom. Ou isso fará eles apresentarem filmes melhores, ou então a publicidade vai se igualar na mediocridade.

 

Infelizmente, a última opção é a mais provável.

Um comentário: Róquenrollllll

Prezados. Estou começando (aliás, já comecei faz um tempo.... hehe) o projeto de um filme. É muito pessoal, mas enfim, o primeiro passo tinha que ser dado.

Quem quiser acompanhar o andamento dele, acesse http://roteirododico.blogspot.com/

Continuarei com os trabalhos aqui. Então não fiquem chateados.... hehe

 

 

Uma Crítica: Ensaio Sobre a Cegueira

 

Classificação:

Quem leu essa obra de José Saramago sabe que dificilmente seria possível uma adaptação ao cinema. Criaria um contraste entre a idéia de imaginar a cegueira e vê-la (o que fugiria dos princípios do romance). Por isso, durante muito tempo, o escritor português repudiou a idéia de ter sua obra prima adaptada para a tela grande. Como “ver” uma história em que a idéia é nos sentirmos como completos cegos?

 

Fernando Meirelles, diretor conhecido pelas suas bem sucedidas adaptações literárias, acabou ganhando a oportunidade de fazer o filme e, estranhamente, com todo aval de seu criador. Talvez pelos ótimos trabalhos anteriores ou então pelo fato de ser um brasileiro. Enfim, mais uma vez, a genialidade do diretor tupiniquim deu soluções ao que praticamente seria impossível. Transformando o premiado Best-seller em uma película rica em significado e imaginação.

 

Num congestionado cruzamento, um homem para o carro subitamente. Depois de protestos de alguns motoristas impacientes, ele é finalmente ouvido: está cego. Depois de analisar esse primeiro caso, o médico e todos os outros que estão próximos ficam infectados. Apenas a Mulher do oftalmologista (Julianne Moore) consegue enxergar. Trancafiados em um manicômio, aos poucos os problemas vitais do ser humano vão aparecendo. A higiene é precária, o convívio torna-se insuportável, os alimentos faltam e as guerras entre os pavilhões eram inevitáveis. Tudo isso sem saber que, depois da porta vigiada pelo exército já existia um mundo tomado pela “treva branca”.

 

Meirelles foi sábio em fazer sua câmera contar a história. As várias tomadas fora de foco e a belíssima fotografia quase preto-e-branco nos dão uma sensação claustrofóbica indispensável para o excelente resultado final. Estamos dentro daquela cegueira.

 

A partir daí, freneticamente somos impulsionados para dentro do manicômio, onde o visual sujo e abandonado dá o tom. Mesmo quando estão apenas os dois protagonistas, vemos um lugar sombrio, sem vida. Quando chegam as outras centenas de cegos, o local torna-se uma prisão tão realista quanto à vista em Carandiru (a única coisa que presta no filme de Babenco é essa sua direção de arte competente, diga-se). As roupas estendidas nos varais improvisados, as defecações no chão. Condições sobre-humanas mostradas com clareza. Quando somos apresentados ao mundo apocalíptico (São Paulo, uma cidade fantasma) nada deixa a dever. Ruas sujas, pessoas sem rumo, lixos, corpos, RATOS e destruição.

 

O Roteiro de Dan Michellar é extremamente competente no que diz respeito à fidelização do trabalho original. Dando soluções ao que seria inimaginável para um formato visual e criando ótimas pontas para nos identificarmos com alguns personagens (é o caso do Rei da Ala três, que sutilmente é mostrado como um barman no começo da projeção).

 

Com uma trilha sonora melancólica (reconhecemos até alguns momentos da música Céu de Santo amaro, de Flavio Venturini) e de acordes suaves, contrasta com a direção de arte pesada. Trazendo conforto mesmo quando somos tomados pelas fortes cenas de estupro ou então em alguma rebelião.

 

O forte elenco, comandado pela fantástica Julianne Moore, é maravilhosamente eficaz. Mark Rufallo faz um médico que, mesmo sendo o centro da razão e da organização de sua ala, ainda possui fraquezas de uma criança. Alice Braga, infelizmente com pouco espaço na trama, faz uma prostituta séria e que vê esperança em não ter que esconder suas particularidades, foi muito bem aproveitada nesse aspecto. Danny Glover, já não possui essa mesma sorte. Mesmo sendo um personagem tão interessante no texto de Saramago, o homem da venda preta acaba ficando de lado nessa adaptação. Faz uma fraca aparição como um narrador da vida fora do hospício e alguns momentos descartáveis durante todo o resto. Um pecado se tratando de um ator de grande porte como ele.

 

As atenções ficam mesmo por parte da protagonista.  Moore sabe o peso da responsabilidade de se fazer a única mulher que realmente pode mudar as coisas. O texto bem escrito a coloca em diversas situações onde a sua expressividade torna-se mais essencial do que a fala propriamente dita (um exemplo bem claro está na hora em que ela vê seu marido transando com a prostituta, uma mistura de indignação com aceitação).

 

Ensaio Sobre a Cegueira é uma obra que nos faz “enxergar”, de forma impactante, a sociedade fútil em que vivemos. Reféns do consumismo exacerbado e de uma falsa noção de liberdade. O homem serve aos seus olhos, e nada mais.

 

 

 

 

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