

Os anos 80 foram invadidos por heróis e personagens que trouxeram uma cultura à tona. A década é conhecida pela sua identidade fílmica comercial. Grandes produções como De Volta Para o Futuro, Rocky, Superman, Rambo, Karate Kid, expressam essa exata dominação de mercado.
Anos mais tarde, algumas dessas produções ganharam continuações ou foram totalmente repaginadas (no caso do Homem de Aço, aconteceram as duas coisas ao mesmo tempo). É claro que mais cedo ou mais tarde, o universo diegético do arqueólogo mais famoso do mundo iria conhecer a era digital. E a parceria Spielberg/Lucas/Ford foi novamente brilhante.
Capturado pelos soviéticos e levados até uma base militar norte-americana (a famosa área 51) Indiana é obrigado a procurar entre as caixas de um galpão um grande túmulo de chumbo com o corpo de um ser misterioso. Depois de achar o sarcófago e fugir do local de maneira brilhante (tipicamente Indiana), o arqueólogo volta à faculdade e é afastado do cargo pela reitoria por suspeita de favorecimento aos comunistas. Partindo para seu exílio o velho é procurado pelo o rebelde Mutt Willians (Shia LaBeolf) que o informa sobre o rapto de seu velho amigo o Professor Oxley (John Hurt) e de sua mãe Marion (Karen Allen) que foram em busca do perdido reino dourado, escondido e protegido no amazonas por ídolos de cabeças ovais. Lá o arqueólogo encontra a extraordinária caveira de cristal, que possui a chave para a sabedoria suprema. Jones e seus companheiros precisam levar a caveira até seu destino final, sem deixar que os russos, liderados por Irina Spalko (Cate Blanchett), a interceptem.
O filme começa com uma grande cena de ação. Harrison e sua idade avançada são testados de maneira que não deixa nada a dever as cenas dos filmes anteriores. O roteiro argumentado por George Lucas e desenvolvido por David Koep, é recheado de cenas fantásticas, sem deixar o desenvolvimento da historia ser prejudicado por isso, o que torna a narrativa sempre fluente e excitante. Os diálogos muito bem formatados e a irreverência do protagonista também foram muito bem utilizados.
O mestre Spielberg (que há muito não faz algo realmente bom) parece se divertir com o brinquedo que tinha
As atuações oscilam entre o bom e o ruim. John Hurt faz um hipnotizado cientista durante todo o filme, desperdiçando seu talento. Shia começou irritante, porém conseguiu se adentrar ao estilo do arqueólogo. Allen traz a sua Marion sempre energética, pronta pra explodir e ao mesmo tempo com um olhar gracioso. Cate Blanchet em um papel irreconhecível e difícil faz grandes cenas de ação e sempre mostra um rosto estremecedor. Ford se diverte como nunca, fazendo um Indy velho na aparência, mas com uma alma renovada.
Fechando toda loucura, a trilha sonora de John Willians é tão maravilhosa quanto as passadas, não deixando o filme cair de pique nunca. A trilha abusa dos metais característicos unindo a ação e a beleza dos cenários de forma dinâmica e enlouquecedora.
Mesmo com algumas pérolas como a “geladeira que ficou intacta com o Dr. Jones dentro depois da explosão de uma bomba atômica” e o “Shia-Tarzan”, o filme é tão excelente quanto os outros, trazendo uma historia absurda e divertida e muitas armadilhas emocionantes.
Eu ficaria muito feliz com um quinto capítulo, pode ter certeza.
![]() | ||
|
|
||
![]() | ||
![]() | ||
|
||