Classificação: 

Quando vi o pôster, por algum motivo passou pela minha cabeça que o filme me surpreenderia. Não sei o que me fez pensar isso. Talvez algum efeito subliminar. Enfim, entrei na sala do cinema e esperei para ver o que acontecia.
Não precisou de muito tempo pra tirar uma conclusão óbvia: tratava-se de mais uma comédia sem graça e sem razão para existir, fruto da imbecilidade hollywoodiana.
O filme conta a história de Shelley Dalton, uma coelhinha da playboy que é expulsa da mansão de “Huf” (Hugh Hufner, o dono da revista) depois que completa 27 anos (ou 59 anos de coelhinho). Sem lugar para ficar, ela acaba parando em uma zona universitária onde existem várias repúblicas de estudantes, uma delas é a ZETA, onde a moça torna-se diretora da organização e muda a vida das meninas “nerds” e feias que ali residiam.
Não há muito o que escrever. Com um fraquíssimo roteiro escrito por Karen McCullah Lutz cheio de gags sem graça, e clichês do gênero “a pessoa que vai mudar tudo em nossas vidas”, a história caminha sempre previsível. Sabemos que ela vai ser expulsa da mansão, não será aceita na universidade, as mocinhas feias vão ficar gostosas, as mocinhas da outra republica vão se revoltar com as novas gostosas... etc, etc, etc... O pior é que talvez saibamos tudo isso só assistir os primeiros 15 minutos de projeção. Seria mais simples se apenas o ligássemos a Mudança de Hábito, Escola de Rock ou então Um tira no jardim de Infância (precisa de mais exemplos????).
Com uma trilha sonora recheadas de músicas jovens, parece que estamos assistindo um DVD do High School Musical para adolescentes com hormônios à flor da pele. Sem inovar nas músicas, obviamente as coreografias seguiram a mesma linha.
Infelizmente, o Carisma da protagonista Anna Farris não é suficiente para tornar o filme sequer apreciável. Os outros personagens estereotipados colocados à sua volta trazem uma artificialidade absurda: A “menina de lata” é colocada apenas para “homenagear” ou “destruir” uma cena do filme Forest Gump. A forte “mulher-viking” aparece apenas para fazer uma fala escatológica e sem razão alguma, a “Anãzinha” que está lá apenaspor que julgaram que seria engraçada uma anã, uma outra grávida que aparece apenas para dar o penúltimo suspiro de esperança no final do filme, uma tímida que fica escondida todo tempo e faz uma pequena ponta na virada do 3º ato, uma “revolucionária” que não aceita a loira na entidade e uma ruiva motivadora das outras integrantes e que se diz virgem apenas para se ter uma razão em fazer uma festa “Asteca”.
A direção de Fred Wolf pouco pode fazer para consertar o roteiro de McCullah. E o pouco que tinha de ser feito não foi. Acabou levando o filme de forma mecânica. Parece ter consultado um manual de “como fazer uma comédia hollywoodiana” e deixou as coisas apenas acontecerem.
Resumidamente, a casa das coelhinhas é mais um filme em que a publicidade se faz mais criativa e inovadora do que o produto final. Se continuar assim, os estúdios vão começar a responder na justiça por propaganda enganosa. Talvez seja bom. Ou isso fará eles apresentarem filmes melhores, ou então a publicidade vai se igualar na mediocridade.
Infelizmente, a última opção é a mais provável.
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